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Mostrando postagens de junho, 2020

Imposição

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Muitas vezes obrigamos as crianças a terem certos tipos de comportamentos perante as outras pessoas, conhecidos ou desconhecidos, porque julgamos que seja o certo a fazer. Não venho aqui fazer críticas aos pais ou responsáveis, muito menos diminuí-los com técnicas lindas e “milagrosas” de IMPOSIÇÃO. Atualmente, vivemos a Era da Imposição na Internet, somos constantemente, diariamente expostos a todo tipo de informação que muitas vezes nem conseguimos processar. Acredito que TUDO, absolutamente TUDO deve ser ensinado com amor, por isso pretendo com amor SUGERIR melhorias ao invés de impor: “Façam isso”, “Não façam aquilo”, “Não levem seus filhos a tal lugar”, “Não deixem seus filhos comer aquilo”, “Não isso”, “Não aquilo”. Muitos pais olham para esses profissionais e pensam: “Ta, mas vai tentar fazer com meu filho” ou “Você não têm filhos pra saber.” Não me agrada nem um pouco ler textos sobre psicologia infantil no qual algum autor critica, critica e critica pais e responsáveis, ou p...

As relações do saudosismo negativo com a ansiedade e a depressão

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Muito se ouve: “No meu tempo...”, “Ah que saudade daquela época...”, “Antigamente sim eu era feliz...”, “Isso não é do meu tempo...”, “Não gosto de modernidade”. Todas essas frases trazem consigo uma definição: Saudosismo. E quando esse saudosismo se torna negativo? Quando nos impede de viver o presente em sua totalidade; quando nos faz achar que não podemos ser mais felizes como fomos um dia no passado. Quando me pego pensando assim, procuro logo me lembrar da música de Lulu Santos onde ele canta o seguinte trecho: “Nada do que foi será, De novo do jeito que já foi um dia... Tudo passa, Tudo sempre passará...” A vida é uma jornada sem volta. Não existe chave que a rode para trás, somente segue o seu próprio curso que é o da frente. Siga em frente, como dizia Dory (de Procurando Nemo). Esse saudosismo negativo também nos impede de aprender, porque nos coloca numa posição de soberba e soberania. E nos esquecemos que se estamos vivos, tudo o que vemos hoje é do nosso temp...

Envelhecer

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Envelhecer é uma etapa inevitável da vida. Na visão da sociedade, a velhice constitui um processo de decadência, declinação e antecessora da morte. A imagem que se tem da velhice varia de cultura para cultura, algumas concepções são cheias de temores, crenças e mitos. Os mitos que permanecem a respeito da velhice, prejudicam o bom envelhecimento e dificultam uma inserção dos velhos na sociedade. A própria palavra “velhice” é carregada de significados e sentimentos de inquietude, ansiedade, fragilidade e angústia.Porém durante o início deste século XXI, muitos pesquisadores, estudiosos e filósofos vem se dedicando a uma nova visão perante a velhice, o que vêm trazendo também inúmeros benefícios para a sociedade como um todo. Não existe uma única ou definitiva concepção sobre a velhice, mas sim concepções incertas, opostas e variadas ao longo da história.É fato que a população está envelhecendo mais, porque historicamente está tendo também mais condições para tal. Incluo aqui a medicin...

Desfralde

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Muitos papais e mamães têm dúvidas sobre esta nova fase de seus bebês. Recentemente em uma de minhas reuniões escolares fiz uma palestra sobre este tema e resolvi transcrevê-lo para auxiliá-los. Existe uma idade certa ou ideal para desfraldar? A resposta é simples. Não existe uma idade certa, existe o tempo de cada criança. Alguns bebês deixam as fraldas a partir dos 18 meses, outros vão largá-la próximo aos 3 ou 4 anos de idade. O ideal mesmo é não retirar antes dos 2 anos de idade a menos que a criança apresente sinais de que está pronta para isso. Você deve estar se perguntado, “tá como sei que meu filho ou filha está pronto (a)?” É possível saber observando algumas áreas do desenvolvimento, que envolvem: Desenvolvimento motor (se a criança se mantém em pé, se anda bem); Desenvolvimento da linguagem (ela consegue se comunicar? Expressar o que deseja?); Muitas vezes os pais querem que as crianças deixem o mais rápido possível de usar fraldas, pois envolvem inúmeros incômo...

Que fase!

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A partir dos 3 anos de idade ocorre o estágio do personalismo, fase em que a criança passa por uma verdadeira crise de identidade e confronto com o outro. Começa aí a constituição e afirmação do eu e o aparecimento de novas aptidões. Este estágio vai até os 6 anos e é primordial para o desenvolvimento da personalidade da criança. O estágio do personalismo divide-se em três períodos distintos, todos com o objetivo de tornar o eu mais independente e diversificado. São eles: período da negação, idade da graça e período da imitação. No primeiro, o da negação, surge na criança a necessidade de se autoafirmar, de impor sua visão pessoal e lutar para fazer prevalecer sua opinião. Você deve estar percebendo a constante mania do seu filho ou filha em dizer não a você e de parecer querer insistentemente te contrariar não é mesmo? Tenha paciência e procure mostrar a ele a importância de fazer o que você o requisitou e não apenas impor autoridade, assim a criança também pode conscientemente...

Mitos ligados a origem do Autismo

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Mãe geladeira Você já deve ter ouvido esse absurdo alguma vez na vida. Antigamente, acreditava-se que as chamadas “mãe geladeira” seriam as causadoras do autismo. O termo se refere a crianças expostas a mães que demonstram pouco ou nenhum afeto em relação aos filhos e eram negligentes, ausentes e violentas. Estudos neurocientíficos demonstram que métodos de criação parental e ausência de afeto não causam autismo. As origens do autismo estão relacionadas a fatores genéticos e potencialmente a fatores epigenéticos (fatores que controlam a expressão dos genes, que é regulada por substâncias químicas presentes no DNA).  Vacinação Outro mito com relação à origem do autismo é a vacinação. Em 1997, uma hipótese para causa do autismo foi levantada pelo médico inglês Andrew Wakefield, que relacionou o aumento da incidência de autismo com a vacina tríplice viral. Estudos posteriores comprovaram uma série de fraudes e erros metodológicos no artigo escrito pelo médico britânico. ...

O processo terapêutico

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Cada pessoa possui uma lente diferente para enxergar a vida, não adianta querer que o outro tenha a mesma percepção que nós. Ter empatia é um exercício diário que precisa ser praticado. Quando falamos da nossa dor ou das nossas experiências e vitórias, estamos falando sobre a nossa ótica. Quando o outro nos fala das dele, esta falando sobre a ótica dele. Não é legal fazer comparações ou minimizar a dor e as conquistas do outro.  Sei que por vezes achamos dificuldade em seguir em frente. Alguns problemas realmente parecem nos bloquear, outros nos tiram o chão. Mas é possível vencer qualquer coisa com confiança. A confiança em si mesmo, no seu próprio potencial é algo que podemos aprender a desenvolver através do treino. Buscar ajuda nos momentos críticos da vida não nos torna mais fracos. A sessão de terapia é um encontro para além dos minutos, é um encontro com você mesmo, por inteiro: as partes bonitas e as partes feias. Seu lado luz e seu lado sombra. Às vezes, é o abraço q...

Cada um sabe a dor e alegria de ser quem é

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Muitas vezes nos perguntamos por quê nos sentimos da forma como nos sentimos, ou por quê as coisas são por nós percebidas da maneira como a percebemos. E por vezes nos esquecemos que somos únicos, que o mesmo vento que toca o rosto do nosso irmão e toca o nosso também nos traz sensações diferentes. Isso também está relacionado a nossa subjetividade, as coisas peculiares que só nós passamos, vivemos, recordamos, internalizados daquela forma. cada experiência vivida é sentida de uma maneira diferente por cada um. A forma como a vida se apresenta para nós e as representações internas que criamos, são nossas. A consciência disso, é o que nos ajuda a conduzir nossas vidas de maneira mais saudável e menos ríspida conosco mesmo. Thays Sousa da Silva, Psicóloga Clínica CRP 06/136006 (13) 99129-3136

Tudo bem não ser produtivo (a) o tempo todo

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Outro dia eu li a seguinte frase: "Tá tudo bem não fazer mil cursos, aulas de yoga, live todo dia às 20:00. Ter aprendido três idiomas dando duplo mortal carpado. É uma pandemia, e OK estar com com medo, ansioso (a), sensível e respeitar seus sentimentos. Respira." É isso. Eu também tive dificuldades de aceitar que estava tudo bem não ser tão produtiva quanto eu achava ou me faziam achar que eu deveria ser. Eu passei semanas me cobrando. Eu estava assustada e imagino que vocês também. O peso por ser psicóloga me fazia crer que eu deveria lidar melhor com tudo isso, atualizar todos os meus cursos e matérias atrasadas em uma semana, não ter crises de pânico e ficar bem. Mas a verdade é que somos todos humanos e todos tivemos nossos sonhos e planos interrompidos; fomos todos pegos de surpresa! Estamos tendo que redefinir nossas rotas e traçar novas e criativas estratégias para sobreviver e lidar com tudo isso. A partir daqui nada será mais como antes. Nosso novo "normal...

A união faz a força

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Sou mulher, negra, ativista, militante, psicóloga. E como todo ser humano as vezes me sinto cansada, triste e esgotada. É preciso ter forças, aliados e auto-conhecimento suficiente para entender que há momentos que não devemos entrar em guerra com o mundo. Talvez não hoje (amanhã). Hoje eu preciso descansar. Hoje eu preciso recarregar. Hoje eu preciso olhar para dentro. Hoje eu preciso de amor. Hoje eu preciso de cuidado.  Tenho conversado muito com uma amiga querida e também psicóloga sobre vários assuntos, falamos da importância da união de todos em uma pauta, uma luta, um objetivo. Pois tudo isso machuca, cansa, leva muito de nós, é ai que entra o outro. Eu paro, você continua. Você para eu continuo. E assim caminhamos. Precisamos de todos na luta contra o racismo, contra a homofobia, contra tudo o que fere o direito à vida, a igualdade ou ao respeito e a dignidade. Nunca vou parar de lutar, mas hoje... Hoje eu só preciso descansar. Ouvir meu coração cansado de tanto chorar po...

Quando temos dias difíceis

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Todos nós temos dias e dias não é mesmo? Tem dias que parece que nada flue, ou que nada dá certo e a sensação de irritabilidade ou de cansaço é maior que tudo. As vezes o choro vem e nó na garganta também. O importante nesses dias é se dar um tempo. Está aí a importância do auto-conhecimento. Quando a gente se conhece somos capazes de identificar em nós mesmos esses “sintomas” e tomar uma atitude consciente frente a isso. Quando a gente se conhece a gente pode respirar fundo e dizer a si mesmo: “ok. Hoje não estou no meu melhor dia, vou me recolher e ficar quietinho (a). A gente precisa entender que está tudo bem em não estar bem o tempo todo, em não ser produtivo... e respeitar esses momentos implica em também evitar se colocar em mais pressão. Se você não está bem não aceite convites. Se você não está bem não sorria. Se você não está bem não se maltrate. Tenho refletido muito sobre tudo o que temos vivido e sentido nesses últimos dias. Tem sido m...

A importância de manter as crianças motivadas e felizes na terapia

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Por vezes nos deparamos com pequeninos seres que precisam de muita ajuda para compreenderem suas próprias emoções, internaliza-las e expressá-las adequadamente. É fundamental estabelecer um vínculo com a criança, desenvolver um carinho especial por ela e fazê-la se sentir querida e motivada. Só assim ela estará aberta para absorver os conteúdos que você prepara para ela, seja na clínica, na escola, ou em casa. Costumo dizer que as crianças gostam de quem gosta delas! Ou seja, se você se preocupa com ela, a trata com educação e respeito e sempre fala a verdade, mesmo que tenha que ser firme e até “dar broncas” ela não o (a) odiará por isso; muito pelo contrário, ela sabe que você se preocupa com ela e a quer bem. Elas só estão fazendo o papel delas de serem sapecas e nos testarem rs. Gosto de trabalhar nas duas zonas onde a criança mais se desenvolve, que é a zona de conforto e a zona de estimulação/ aprendizagem. Mas é claro que as vezes é inevitável que ela seja levada ao desconf...

Inteligência emocional

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Trabalhar inteligência emocional nas crianças é fundamental para um desenvolvimento saudável. Para se trabalhar as emoções é preciso conhecê-las e pra isso as crianças precisam ser ajudadas a identificar o que sentem. Podemos fazer isso através de brincadeiras lúdicas e nomeando essas emoções para elas; demonstrando empatia, demonstrando que as entendemos e sabemos como estão se sentindo e lhes apresentando maneiras adequadas de lidar com essas emoções nas diferentes situações da vida. Isso se chama ampliar o repertório comportamental da criança e adequação emocional. Se tiver dúvidas de como lidar com seus pequenos e seus adolescentes ou até mesmo as suas questões, busque ajuda de um(a) profissional. " Quem vai se diferenciar no mundo no futuro, são as pessoas que conseguem se colocar no lugar do outro. São as pessoas que conseguem trabalhar em grupo, ter empatia, melhorar o ambiente em que elas vivem. Hoje os pais estão muito preocupados em colocar seus filhos em escolas c...

O que é saúde mental?

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A maior parte das pessoas, quando ouvem falar em “Saúde Mental” pensam em “Doença Mental”. Mas, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais. Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida. A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, idéias e emoções. Fonte: http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=2862 A campanha janeiro branco vem pra conscientizar a população sobre a importância dos cuidados co...

Qual o papel da psicologia no TEA?

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A terapia comportamental pode ajudar a pessoa com TEA(transtorno do espectro autista) a organizar suas emoções e ampliar seu repertório comportamental. O psicólogo (a) irá avaliar cada paciente e elaborar um plano de atendimento focando nos déficits e excessos comportamentais presentes no indivíduo. Com a psicoterapia o paciente aprende a remodelar suas atitudes e conquista os pré requisitos para novas aprendizagens. O principal é ensinar a criança a aprender e se abrir para o mundo. Thays Sousa da Silva, Psicóloga Clínica  CRP 06/136006 (13) 99129-313 6

Vamos falar sobre ABA

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ABA é a abreviação em inglês de Applied Behavior Analysis, em português significa Análise do Comportamento Aplicada. A Análise do Comportamento é uma ciência e se constitui também como uma linha teórica e prática da Psicologia assim como outras abordagens. Sendo uma CIÊNCIA e não um método ou conjunto de métodos, o objeto principal é o indivíduo e como ele aprende. Analisa-se o repertório/comportamentos da pessoa e através do olhar analítico/científico da Análise do Comportamento, conhecendo seus conceitos é possível estruturar formas de ensinar aquela pessoa. Atualmente esta abordagem aplicada na clínica vem se mostrando a mais eficiente no tratamento de alguns transtornos globais do desenvolvimento e principalmente no TEA (transtorno do Espectro Autista) e DI (Deficiência Intelectual). As características comuns de uma pessoa com Autismo são: déficits (sociais, comunicativos, adaptativos) e excessos comportamentais (movimentos corporais repetitivos, agressividade, baixa tolerânci...

E quando o diagnóstico não sai?

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O que fazer quando se tem suspeitas de atrasos no desenvolvimento mas não há um diagnóstico fechado? Esperar? Não!!!! Definitivamente não! Iniciar uma intervenção é fundamental e faz toda a diferença. Se a criança apresenta atraso na fala, busque uma fonoaudióloga. Se ela apresenta problemas comportamentais, busque uma psicóloga comportamental, se ela apresenta alterações sensoriais, busque uma terapeuta ocupacional, se ela apresenta dificuldades de aprendizagem, busque uma psicopedagoga. Para o autismo não existe um marcador biológico que possamos detectá-lo ao fazer um exame de imagem, por exemplo. Por não se tratar de uma doença, onde a causa está diretamente relacionada ao sintoma, o transtorno (e também o espectro) engloba um conjunto de sinais e sintomas que não se sabe a causa e a intensidade e grau de comprometimento varia de pessoa para pessoa. O diagnóstico de autismo se faz pela análise clínica e criteriosa de médicos, geralmente neurologistas ou psiquiatras. Sabemos o ...

A importância da estimulação precoce no Autismo

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É preciso falar sobre a importância da estimulação precoce no Autismo. Senti uma necessidade de escrever um pouquinho sobre isso. Essa semana senti uma imensa alegria ao conversar com uma mãe de um pacientinho que atendo na APAAG (Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Guarujá). Como de costume após os atendimentos reservamos uns minutinhos para troca de informações, orientações e muito carinho. A mãe veio me contar cheia de alegria que seu filho estava repetindo em casa às palavrinhas e os comportamentos que tem treinado comigo nos atendimentos. Que pela primeira vez começou a pedir "ajuda" quando não consegue fazer algo sozinho, ao invés de chorar e gritar e perder o controle. Ainda estamos trabalhando em muitos comportamentos que precisam ser alterados, mas a resposta tem sido tão imediata que cada passo nos enche de emoção por um trabalho bem realizado. É claro que sempre devemos levar em consideração o grau de comprometimento da criança, o meio em que vive, suas...

O que é TEA?

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O Transtorno do Espectro Autista, mais conhecido como TEA ou Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que por ser muito complexo e com diferentes manifestações e intensidades em cada paciente, é considerado um espectro. Sua maior característica é a dificuldade de interação social e comunicação em que pode também vir acompanhada de outras dificuldades a ela associadas.  O transtorno do espectro autista por se tratar de um espectro e de uma condição neurológica muito complexa, precisa ser avaliado de forma muito singular em cada caso. Não podemos generalizar comportamento. Por isso é feito uma análise funcional do comportamento do paciente para avaliar suas reações, os antecedentes delas e suas consequências. É elaborado para cada paciente um projeto terapêutico que será o guia das intervenções psicológicas e ocupacionais e também um projeto educacional para guiar a metodologia de ensino que melhor se encaixa para aquele paciente. A pessoa que está dentro do espectro sen...

Afinal, por quê brincar é tão importante?

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Brincar é uma atividade importantíssima na infância. Os processos lúdicos que a brincadeira proporciona, ajudam a criança a assimilar as realidades do mundo e se organizar. Os jogos são grandes aliados nesse processo, além de trazerem consigo regras e estimularem a parte cognitiva da criança, nos auxiliam na alternância da vez, no esperar, na coordenação motora, na atenção e concentração entre outros benefícios. Na terapia após avaliação dos check-lists e dos protocolos, introduzimos nossos objetivos na brincadeira da criança; o setting é ela quem faz, com seus recursos próprios. Trazemos os estímulos e deixamos a mágica acontecer! Nós terapeutas devemos ter o feeling de entender a proposta da criança e mergulhar com ela, reciclando as nossas próprias vontades e imposições, seguindo sua liderança e reorganizando nossos objetivos a todo momento. Perspicácia é fundamental para quem trabalha com crianças, principalmente com crianças atípicas. Thays Sousa da Silva, Psicóloga Clín...

Não existe amor à primeira vista

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Ninguém ama ninguém no primeiro encontro, nem acha o príncipe encantado ou a princesa em dois. Quando gostamos de alguém no primeiro encontro, na realidade não gostamos desse alguém, gostamos da projeção de nós mesmos que fazemos nessa pessoa. Em um ou dois encontros ninguém se torna o amor da sua vida. Não deu tempo da pessoa ser quem ela realmente é, muito menos de te mostrar isso. Amamos uma ilusão nossa. Amamos aquilo que criamos e projetamos em cima das pessoas. Pode parecer duro, mas pensar assim evita uma série de frustrações futuras; é preciso precaução até no amor. Quando conhecer alguém da próxima vez seja você e deixe a pessoa ser ela, sem expectativas, sem ilusões; dê tempo ao tempo. Deixe a pessoa se apresentar por completo e assim, só assim, você poderá decidir se deseja aceitá-la em sua vida. O amor vem, mas vem com o tempo. Thays Sousa da Silva, Psicóloga Clínica CRP 06/136006 (13) 99129-3136